quarta-feira, 11 de junho de 2014

Trecho do livro: " Milionários por Acaso"


                                                                        




"Uma pedra foi jogada por um pequeno homem chamado Davi. Esse cidadão não tinha tanta força na mão, tão pouco possuía experiência de guerreiro. Certo gigante chamado Golias passava pelo local, gritando e desafiando os maiores lutadores de guerra para enfrentá-lo num combate. Ninguém possuía a coragem para desafiá-lo, mais esse pequeno homem, acreditou ser capaz de derrotar o gigante. Claro que foi menosprezado e levado ao ridículo por aqueles que se consideravam mais forte do que ele. Porém mesmo com todas as formas de criticas, Davi não desistiu e foi ao encontro do monstro. Parecia está claro que ele perderia logo sua força seria insuficiente para deter o gigante. Mais uma pedra pela qual não passava de uma simples pedra, foi lançada por suas mãos, e atingiu o alvo vital do Golias. Esse alvo poderia não ter sido detectado por Davi, ele também poderia ter errado, mais lançou a pedra sem medo, e derrubou aquele que se dizia imbatível. Na teoria do acaso, tudo que se move num espaço pode ser atingido, desde que haja alguma força ou energia aplicada sobre esse espaço. Se aplicar uma força acreditando que ela moverá certo objeto, ele será movido. Se eu lanço a pedra para acertar numa fonte, certamente ela pode cair dentro da fonte. Eu lancei e acertei. Mais se não faço tal aplicação, jamais terei uma realização. A pedra pode cair onde você desejar, mais nem sempre. Porém mesmo que não consiga acertar durante algum tempo, terá um dia que ela será gratificada. E digo mais, não será pela sorte e nem pelo acaso, mais pela tentativa de uma ação." 


"você está dormindo e o seu despertador toca... A hora indica que você deve levantar da cama.Você vai até o calendário e ver o dia e o mês, e se lembra que é o dia de seu aniversário.Esse será um dia corrido, haverá compras de presentes, por tanto, pessoas vão gastar dinheiro para presenteá-lo.Melhor ainda, sua família vai gastar dinheiro para fazer uma festa.Há um número de convidados, e também de presentes. Sem querer você acaba passando na casa lotérica e faz uma aposta... Usou dezenas acreditando que aquele dia seria positivo para sua sorte. Na verdade você acabou de faturar um milhão de reais, e ficou sabendo do resultado na sua festa de aniversário. Loucamente você perde a cabeça,pois ganhou na loteria! A única coisa que você não sabe é que desde o dia do seu nascimento, tudo estava sendo manipulado pela matemática da sorte.Tudo depende de números e estatísticas a nosso favor, ou contra nós mesmos.Nesse livro eu tento mostrar que existem números realmente fortes, que podem trazer muita sorte, inclusive em jogos, acredite, você vai conhecer uma matemática jamais vista em relação a sorteios e sucesso na vida.Eu desafio você a ler esse livro, e garanto que nunca mais sua sorte será a mesma.Você topa um acordo?"


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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Tentativas

                                                                          




        Desde pequeno sempre gostei de estudar. Tinha meus sentidos refinados para a leitura. Meu prazer era mergulhar nas palavras, pegava pedaços de papel, revistas, jornais, tudo que tivesse ao meu alcance apenas para degustar uma boa leitura. Isso não era normal para crianças da minha época. Eram poucos que gostavam de estudar, e muito menos ler livros e artigos científicos. Enquanto muitos alunos bagunçavam no pátio da escola, eu era o único que ficava escondido na biblioteca folheando diversas páginas de livros. Amava as ilustrações, os contos, histórias em quadrinhos, tudo me fascinava. Tinha apenas um grande problema que me diferenciava do restante da turma: “Burocracia comunicativa”. E que bicho seria isso? Seria algo como não gostar de participações em atividades de grupo, ou algo que envolvesse apresentações de trabalhos em sala de aula. Talvez isso explicasse o fato de me prender na biblioteca, ou até mesmo ficar na solitária, refletindo sobre as páginas de um livro. Eu não gostava de ler, fazia aquilo como passa tempo, e como forma de esconder o meu tédio de participações em atividades que envolvesse minha capacidade de comunicação.
       No futuro isso seria meu monstro. Como era de se esperar nunca ficava reprovado nas provas escritas, graças as minhas degustações literárias, e o meu poder de interpretações de texto. Ao mesmo tempo em que tinha uma mente brilhante na escrita, também tinha uma frustração pessoal e emotiva. Eu era um bipolar e não sabia. Justamente por que a bipolaridade revelava em mim os dois sentidos que me colocavam diante dos meus colegas como um duplo personagem. Um dia branco e o outro preto. Algo como a metade de duas faces, alegre antes do recreio, irritado após a recreação. Parece que em mim flutuava essas duas figuras de linguagem. Até imaginei que tivesse um lado do meu cérebro alterado, ou que o mesmo não funcionasse de forma correta e coerente. Isso era meu lado obscuro, mais que me ajudava a desenvolver minha degustação por leituras prolongadas. Graças a isso, desenvolvi inúmeras habilidades com a escrita, e com os sons. Aprendi a música de forma magnífica, toda sorte de teoria musical entrava na minha alma, e compassadamente eu aprendia o seu ritmo. Não conformado com o dote de escrever e tocar instrumentos sacros fazia muitos cursos profissionalizantes. Queria ultrapassar a concorrência. Se tivesse alguma coisa que me incomodasse, seria pensar sobre os métodos sociais. Eu era como um sociólogo prematuro, um filosofo por natureza, e minhas questões existenciais me incomodavam. Queria respostas para tudo. O que era o que seria, por que, como, esses fragmentos de dúvidas e interrogações perturbavam minha mente. Tão logo comecei a responder tudo a minha volta, filosofando as palavras, criando minhas próprias teorias sociais.
       Competir para mim não era uma das melhores coisas. Meu maior tédio era saber que essas coisas existiam, e que por cima de tudo, eu deveria participar de suas regras para poder sobreviver na sociedade. Por isso ao perceber que os cursos me colocavam num degrau a mais dos meus concorrentes, gastei meus recursos com certificados e cursos. Cursar qualquer coisa não significava problema para mim. No entanto existia uma enorme diferença entre aprender e praticar. Sempre fui o mestre da teoria, do conceito, e um fracasso na prática das ações. Isso me ajuda a entender meus inúmeros fracassos em oportunidades de empregos. Meus pacotes de certificados aumentavam a cada dia. Eu crescia no estoque de certificações mínimas e se esquecia das certificações máximas. Carregar numa maleta grandes blocos de cursos profissionalizantes, não me conduzia ao sucesso esperado. E o mais impressionante, como alguém como eu poderia viver totalmente sem emprego, na zona do rebaixamento, com todas as qualificações teóricas possíveis para se candidatar as vagas do mercado? Meu bicho papão seria divulgar os meus dotes, algo que já me atrapalhava desde infância. Lembra das primeiras frases que eu falei? Disse que tinha capacidade para ler e escrever, ou simplesmente ficar filosofando as coisas da vida. Mais no quesito de trabalho eu demonstrava o mau que tinha na época escolar. Entendi que as partes dependem dos complementos, e que ser intelectual num mundo tão cruel como esse, não bastava. Quem seria meu empregador? Seriam meus livros, minhas redações, minhas teorias de vida? Aquilo era tudo, e talvez uma jóia rara no mundo teocêntrico da ciência moderna, ou mesmo no campo da pesquisa investigativa. No entanto quem seria meus patrocinadores?Quem acreditaria nas minhas fábulas e contos? Quando descobri essa falha já estava casado. Não era um adulto completo, não tinha uma mente formada, mais percebia que alguma coisa estava errada no meu mundo. Então comecei a tentar... Tentei por várias vezes, o suficiente para conseguir superar o meu lado dividendo. O lado bipartido começou a se unir.
     Aos poucos aquelas manifestações que me conduziam ao fracasso, não eram o suficiente para me paralisar nas minhas metas. Tentar não era problema, mais a burocracia social e comunicativa continuava me atrapalhando. Eu precisava vencer aquilo, antes que custasse minha vida e meus relacionamentos. Fui tentando... Mais o monstro do azar atrapalhava tudo que fosse de sorte ao meu alcance. O jogo parecia está perdido para mim, mais não totalmente. Sempre fui uma pessoa que nunca tive uma sorte digamos “brilhante”. Todos os sorteios para mim era um fiasco, algo não queria que eu vencesse. Mais minhas tentativas foi quebrando esse mau. Eu não iria parar enquanto não acabasse com esse demônio. Não sei se consegui destruí-lo, mais uma coisa será eternamente certa, que tentar será sempre o meu forte. Tentarei até vencer, e se não for possível, pelo menos fico agradecido por não ser um covarde e desistente. Mais vale mil tentativas fracassadas com aprendizado, do que uma estúpida sorte que nos coloca rapidamente no alto, mais que o preço final é o vazio. E nesse caso eu não teria histórias para contar, sorte assim não seria muito eficaz. Por isso encerro meus agradecimentos ao meu monstro do azar. Ele tentou... Eu tentei... Mais no final das contas eu é que sai ganhando.

     

terça-feira, 27 de maio de 2014

Filho do Meu Filho



        
        Estive pensando por alguns segundos sobre a existência da vida. Ao ver o meu filho no ventre de sua mãe,  realizando seus movimentos, fiquei completamente fascinado com       tamanha engenharia de Deus. Não há como não acreditar no milagre divino. Senti naquela hora, quando suas pequenas perninhas se moveram, algo diferente dentro de mim. Mergulhei na linha do tempo. Como quebra cabeça enigmática, o tempo é uma das preciosidades mais profundas usadas por Deus. É impossível não se emocionar com sua ciência. Ainda mais que o tempo nos transforma, e aos poucos vai modelando com perfeição nossos detalhes.
   Viemos aqui, paramos num mundo tão desconhecido, onde as pessoas adultas freneticamente vivem num ambiente de correria e insatisfação. Carros vão e vem a todo instante, acidentes acontecem. A terra começa dar seu giro mais uma vez, e o sol desaparece no mesmo horário e no mesmo lugar. O enigma está posto a nossa frente... O milagre está vivo, se movendo dentro de nossas células, de nosso coração. A anatomia do meu filho diante daquele aparelho computadorizado me deixou perplexo com a sabedoria de Deus. Não merecemos tamanha dádiva, e por cima de tudo, ainda reclamamos da vida, por causa de problemas tão pequenos... Mais a vida continua, e seu lado magnífico ainda que não seja tão mostrado, existe perto de nós. Não importa como o mundo está ou o século que vivemos, não importa os problemas a nossa volta, as negatividades que circulam a todo o momento na sociedade dos homens. O importante é viver, quão bom é sentir os segundo de nossa respiração e raciocínio, provar cada instante, cada minuto.
        Engenharia profunda que molhou os meus olhos de lágrimas, ao vê-lo em seus pequenos reflexos. Tão pequeno e frágil menor que 200 gramas, já capaz de ouvir nossa voz, e sentir nosso tato. Não consigo compreender por que o mundo gira apenas em torno do capitalismo. Não se observa os detalhes, apenas a técnica. Não sou médico, doutor, mais pude observar que essas qualidades enigmáticas são pouco refletidas pelos intelectuais. Pessoas que provam da letra, da radiologia, e do poder total da medicina, mais no profundo, jamais glorificam o autor da natureza.
      Não é por que é meu filho, que estou profundamente comovido. Sendo pai, estou ainda mais alegre e contente. Mais observando seus movimentos, comecei a viajar na linha do tempo.
Dentre milhões de células, parece existir uma que Deus escolheu. Células que não carregam nenhum cérebro para coordenar os movimentos e passos, mais que andam e que parecem saber o que estão fazendo. O amor não se resume ao ato de se amar, é mais que isso. Ele é o portal da vida. Amar não é simplesmente ter um casamento, e viver a dois. O enigma do tempo se resume em três. Circulamos entre o passado, o presente, e o futuro. Um casamento não se concretiza com a conquista de uma casa. A casa é a moradia terrena, os minérios e os tijolos, é o abrigo da chuva e do sol. Mais a conquista de um casamento se completa com a casa interna do tempo, que modela que determina cada circunstância. Por isso, ao ver os movimentos do meu filho no ventre da sua mãe, mergulhei nesse enigmático mistério da vida. Senti que minha existência possui um real poder na natureza, e que estou aqui, não apenas para viver, mais para continuar vivendo para sempre. Coisas assim vão além das palavras... Vão além dos meus pensamentos. Na curta e ligeira viagem da vida, passou diante de mim em traços de pequenos segundos, todo o quadro da minha história. Comecei a lembrar dos meus pequenos passos ao tentar se firmar no chão para não cair. Recordei lentamente dos meus pequenos dedos se movendo, das minhas primeiras gotas de choro. Fui levado aos poucos as minhas primeiras palavras... Num piscar de olhos os meus passos se firmaram, e no tempo eu cresci. Não tem como não lembrar olhando suas minúsculas perninhas se movendo, não tem como não se lembrar de mim mesmo, e do tempo que Deus me concedeu. Logo aquelas pequenas perninhas cresceram, e o meu corpo se tornou completamente em quilos, e o meu volume ganhou massa. Logo eu senti as águas da chuva, o brilho do sol, o vento na minha pele. São habilidades que nunca mais esquecerei. Aqui estou, e junto a mim estará sempre ele ou ela. Detalhes que um dia meu cérebro gigante de hoje não conseguirá refletir sobre isso. Mais enquanto esse tempo não chega, continuarei apreciando os movimentos do meu filho, não só o movimento dele, mais do tempo que nos cerca. Sentado mais uma vez ao pé da cama, ao toque do meu violão, os sons me levam ao extremo, e vou longe, muito longe. Decifrei o complexo enigma do tempo, e ele se desfez diante de mim, quando observei sua anatomia e seus pequenos detalhes na barriga de sua mãe. Tique taque do relógio... Tique taque de seu coração. O tempo parou naquele segundo, e nunca mais foi o mesmo. Ele se mexeu, e moveu o tempo dentro de mim, e depois disso senti meu próprio espírito se movendo, eu me vi e ele me viu, agora somos dois, ou melhor, somos três. O que passa o que está passando, e o que vai passar. E no final da linha completará sempre o nosso ciclo. Você é o meu enigma, eu sou o seu enigma, juntos para sempre continuaremos o processo. Filho do meu filho, sangue do meu sangue. Não são os processos biológicos que nos eterniza. São as qualidades de Deus que nos preserva, e sua total sabedoria incalculável. Venha em paz... 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Complexo de Inferioridade...

                                                                  

     Tempo feliz, meninos e meninas correndo de um lado para o outro, bola,peteca, pipa, pião, quanta brincadeira na infância.Esses momentos são raros, e talvez, os mais preciosos que existem na vida.Se eu classificasse o lado gostoso de viver, eu não diria que namorar é a melhor coisa do mundo, pelo contrário.Namorar é muito bom, ser adolescente faz o mundo girar de ponta cabeça.Mais na verdade eu digo, que não existe felicidade maior do que ser uma criança.Não existe tempo mais saboroso, tempos de infância que não voltam mais. Estive pensando sobre isso, e descobri que o valor da vida estão nesses momentos. Quantas vezes eu corria dentro do mato, caçando passarinhos e lambus.Tive uma infância como qualquer outra, inocente, natural, sem frescura. No meu tempo computadores e internet não faziam parte do meu cardápio.O melhor era as brincadeiras rurais, os passeios de bicicleta, as pescarias com meus primos.Vivia uma vida calma, tranquila, sem luxo e sem fantasia.Meu mundo era mais feliz. Totalmente desprovido da ciência de hoje, no meio dos caminhos de terra, nas estradas cercadas por caatingas e folhas secas do sertão, eu sorria empurrando minha bicicleta com muito orgulho e simplicidade.Eu era tão simples, que as vezes chegava ao extremo.Era uma criança normal em excesso, não me importava com sapatos e calças de marca, nem com os perfumes artificiais.Eu era mesmo feliz, só que aos poucos essa infância deslumbrante foi se transformando num mundo inquieto e profundo.
      Apesar de continuar no meu estilo rural, comecei a perceber que o mundo não era mais o mesmo.No lugar da velha bicicleta, meu primo já não queria mais conversa comigo.Pegava a moto de seu pai escondido, e saia todo se achando o cara da parada. Jamais queria empurrar uma bicicleta de novo. Eu como sempre fui pacato e tímido, calado eu ficava olhando aquele movimento, e as pessoas eram pra mim, cada vez mais diferentes do meu mundo. Foi quando surgiu o maldito complexo de inferioridade. Eu me sentia incapaz de tudo. Trancado no meu mundo pequeno, jamais tinha coragem de pegar uma moto emprestada, para poder pilotar e exibir os meus dotes diante das meninas.Naquela época não existia rede social, tabletes, pendrives, nada disso.Existia mesmo era muita moto circulando.O sítio já não era mais o mesmo.Visitar a casa da minha avó, era como se fosse assistir um show de motociclismo, e pessoas desfilando em pleno sertão, com seus carros de luxo.Procurei as crianças e não as encontrei mais. A única que continuava assim era eu, meninão imaturo, cheio de complexos com a vida e com a sociedade.
      Não pense que sempre gostei de aparecer, que isso não é verdade.Na sala de aula me escondia para não falar absolutamente nada, nem mesmo a palavra " presente professora". Meu mundo parecia ser mesmo matuto e sem graça, mais no fundo eu carregava um olhar que nenhuma criança tinha, eu observava lentamente o comportamento dos outros, e se esquecia do meu. Para mim existiam pessoas que eram maiores do que eu, não sabia o que elas representavam, mais elas sempre apareciam como melhores do que eu, lindas, inteligentes, capacitadas. O fato é que nenhuma delas dizia que eu tinha talento, nem mesmo me elogiava sobre alguma beleza minha, ou qualquer outra coisa que as chamasse a atenção. Apenas no meio religioso, eu tinha alguns dons espirituais diferentes, e que me destacava no meio de pregadores e profetas. Nessa parte, parecia nascer um novo mundo que eu não tinha.Pessoas se diziam meus amigos para ouvir das minhas palavras, alguma coisa especial. Eu era na verdade supervalorizado e não sabia. Muitos encontravam em mim um brilho, que nem mesmo eu conseguia sentir.Incomunicativo, dispensava todos os tipos de desafios que aparecessem na minha frente. Compras, negócios em bancos, recados, atender ligações, conversar em público, eu me sentia inferior aos outros. Esse complexo me prendeu em tantas oportunidades, que se hoje eu tivesse  identificado isso antes, teria aproveitado  todas ao meu alcance.
     Segui a complexa viagem do tempo com essa maldição.Se na minha infância foi um dos tempos mais deslumbrantes da minha vida, com certeza a minha adolescência foi a época mais terrível da minha existência.Medos, melancolias, pesadelos, visões, mistérios,preconceitos, tudo girava em torno de mim como um furacão. Eu não conseguia controlar as minhas emoções. No entanto aos poucos fui decifrando cada uma delas, controlando os meus medos, cancelando os meus pesadelos, e interpretando as minhas visões.Hoje já não sei se sou um adulto completamente livre desse mau, as vezes sinto seus pequenos sintomas se manifestando em mim. Porém quando a voz diz que não sou nada, deleto imediatamente a voz do fracasso, e falo firmemente: " Ninguém é melhor do que eu". Assim me sinto mais feliz, e acabo observando as pessoas não como maiores do que eu, mais como seres humanos imperfeitos, que carregam dentro de si, um pouquinho de complexidade. Não somos nada, queremos ser, mais acabamos descobrindo que de fato, cada um de nós demonstramos momentos de fraqueza e inferioridade.O importante é não perder a fé, e continuar sonhando, mesmo que a sociedade diga muitos "nãos" na nossa viagem.A todos os grandões tenho um simples recado: " São nas pequenas coisas que encontramos os segredo mais profundos, o encanto da vida.São nas pequenas flores que estão os melhores perfumes, nas minúsculas gotas de chuva que se enchem os rios e  oceanos.Parabéns as formigas, parabéns aos insetos, vocês são melhores do que certos doutores da lei."    

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O segredo da Palavra...

      
                                                      


     Comunicação? Que palavrinha um pouco sem tanto privilegio.Mais pensando bem, não existe nada nesse mundo que digamos, não haja comunicação.Certa pessoa me falou uma vez, que existem muitas pessoas que não se comunicam, e que também não conseguem atingir os seus objetivos.Eu descordo totalmente dessa teoria.Vejamos como todo mundo se comunica para atingir seja lá o que for, do mais simples ao complexo objetivo.Um bebê quando nasce ele se comunica com seus pais mesmo estando num mundo que não é exterior.Ele pula, ele transmite alegria ou tristeza, isso é uma forma de comunicação e expressão.Crianças choram por que se comunicam, ou elas choram para chamar a atenção de seus pais, ou choram por causa da dor, e de um sofrimento que elas não podem resolver.Animais também se comunicam o tempo todo, eles não estudam letras e nenhuma forma de idioma qualquer, mais as formigas sabem quando vem a chuva.Elas criam asas se comunicando que logo vem o inverno, elas devem deixar de serem tão pequenas, para conseguirem sobreviver.Algo que fico perplexo é saber como um simples rastejante consegue voar além de nossas cabeças.Então sabemos que existem muitos métodos para nos comunicarmos, seja pela voz, pelo tato, pelo paladar, pelo olfato etc.De fato estamos vivendo numa época em que muitos não conseguem entender a comunicação.Eles não param um minuto para perceber o olhar do outro, o cheiro, as expressões faciais, e o melhor, a capacidade que cada um carrega dentro de si.São pessoas que se dizem especialistas no comportamento humano, mais não nas qualidades humanas.Quantas vezes eu já me comuniquei e expressei aquilo que eu sinto.Falo com Deus, escuto as vozes das pessoas conversando sobre coisas tão tolas, e não quero discutir com elas sobre o que pensam ou deixam de pensar.Sei mesmo é que não podemos dizer que não existe sucesso sem comunicação, eu digo que existe muitos sem que seja preciso dizer uma palavra.Olhe para natureza, veja ela comunicar-se com você, entenda que se Deus veste as flores do campo, que hoje são lindas e deslumbrantes, quanto mais vós homens de pouca fé? Jesus era o que menos se comunicava, sempre ouvia mais do que o que falava.Quando pilatos disse: Tu és rei de Israel? Ele apenas disse: tu dizes que sou, na verdade meu reino não é nesse mundo.Sendo assim, ele disse tudo, sem precisar se comunicar eloquentemente para impressionar as autoridades da época.Vamos ouvir mais do que falar, pois dentro de uma pessoa há mais segredo do que o que parece.Se por fora parece frágil, incomunicativa, por dentro ela guarda um tesouro que nem sempre consegue ser admirado pelos outros.Falta de comunicação? Acredito que não, apenas muitos não estão preparados para descobrir e aceitar o dom que tem dentro dela.Seja o que for, a comunicação vai além da palavra, muitas vezes é no silêncio que estão as grandes virtudes de Deus.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Os matadores de sonhos



     Desde criança eu era uma pessoa diferente. Alguns colegas meus gostavam de zombar de mim na escola, por ser tímido, quieto e calado. Na minha imaginação fóbica, construía muitas imagens negativas sobre o mundo e sobre mim mesmo. Eu era um inseto diante de um doutor, e os professores eram meus palhaços.A cada aula eu sentia mais pânico e ódio daqueles alunos e professores. Não sabia o motivo de tanta raiva.Quando a professora chegava na sala de aula, eu fechava o caderno, baixava a cabeça, e ali mesmo dormia. Só tinha duas coisas que me interessavam, gazear aulas e faltar aulas. Na verdade eu estava sofrendo de um problema que muitas crianças de hoje sofrem: " O complexo de inferioridade, O medo de ser rejeitado e abandonado".A solidão fazia parte de minha vida escolar. Nas horas vagas, eu sentava debaixo de um pé de árvore, o vento soprava no meu rosto, e o silêncio tomava conta. Eu observava as pessoas felizes, alguns brincavam de bola, era uma festa só. Mais sempre fui difícil de fazer novas amizades, pelo menos no período da minha infância.No meu pensamento algo me dizia que a escola era um lixo, fazer áquilo era perda de tempo. Não participava de brincadeiras e trabalhos escolares, e sentia na pele que algumas pessoas gostavam de me ver calado, outras se incomodavam com minha presença.

    Mais tarde percebi que ser tímido, calado e quieto não me levaria a posição de destaque nenhum na sociedade.Eu teria dificuldades de fazer uma entrevista para um emprego, eu seria desclassificado pelo meu jeito de ser.Minhas lágrimas caiam, e o meu trauma aumentava a cada dia. Porém ao passar dos anos, percebi que meus pensamentos sobre o mundo, começaram a ficar cada vez mais refinados. Antes, tudo que me falavam eu acreditava, se alguém falasse que eu era feio, eu me imaginava um feio.Certo dia sentei-me diante de uma pedra. Pois gostava muito de caminhar, e numa daquelas caminhadas resolvi sentar naquela pedra, e ficar olhando para o tempo como se não tivesse outra coisa pra fazer.O fato daquela pedra ser meu esconderijo não significava nada, era apenas uma pedra e um completo fracassado observando os carros passar e as pessoas.Notei que algo estava diferente em mim, pois eu não olhava os carros passarem simplesmente como carros, nem tão pouco as pessoas como simples pessoas.

    Observei que algumas pessoas andavam sorrindo a toa, outras baixavam a cabeça quando me viam.Até mesmo conhecidos meus, faziam de tudo para não falarem comigo. Aquilo me abalava muito. Certa hora aproximou-se um mendigo perto daquela pedra, olhou dentro dos meus olhos.Eu logo imaginei que ele fosse me pedir algum dinheiro, mais no saco em que o mesmo carregava, tinha uma bíblia.Fiquei pasmado e assustado, quando ele tirou do saco a bíblia bem grande e disse assim para mim:
 --- O que você faz sentado nessa pedra?
 --- Estou a espera de alguém que possa pelo menos dizer uma palavra de conforto.
Ele olhou novamente nos meus olhos e disse:
 --- Você imaginaria que num saco de lixo, haveria uma bíblia? Não é a bíblia a palavra de Deus? Quantas pessoas tirariam desse saco essa bíblia? Ou melhor quantas delas teria coragem de abrir para ler pelo menos um capítulo? Acredito que poucos. Primeiro por que a bíblia estava dentro do saco de um mendigo, segundo por que as palavras de Deus estão guardadas em tesouros, não é assim que muitos falam?
Ele leu um pequeno capítulo pra mim, e derramei longas lágrimas em cima daquela pedra.Ele continuou falando:
 --- Quantas pessoas imaginam que mendigos carregam apenas lixo, papeis e latinhas pra vender. Digo que são nos sacos de lixo que estão os tesouros escondidos. Não é na pasta do presidente da república, tão pouco num documento de um banco.Documentos são necessários, mais não são carregados num saco de lixo.Falo isso pra você pelo motivo de está sentado nessa pedra. Aqui passaram pessoas importantes, que carregavam objetos de valor, outras em seus carros até sorriam de felicidade.Mais nas suas maletas não estavam a palavra de Deus. Dinheiro é dinheiro, sonho é sonho, e cada pessoa carrega dentro de si alguma coisa. Há os que querem um diploma para certificar suas sabedorias, existem aqueles que vestem roupas de grife para satisfazer seus desejos.Também há os que carregam os sacos, os objeto de ouro, os contra-cheques milionários.Nenhum deles valem mais do que esse saco de lixo que eu te mostrei. Por que nele está a palavra de Deus.Sendo assim, os homens que não carregam sacos de lixo em seus ombros, carregam verdadeiras rapinas no coração. Você trocaria o saco de lixo com a bíblia por um saco de dinheiro? Quantos trocam as verdadeiras riquezas por honras humanas.Ser aprovado pelos homens, não é a mesma coisa que ser aprovado por Deus. Há homens que matam para conquistar seus desejos egocêntricos,Outros exercem a maldade numa empresa para subir de cargo e conquistar a gerência. Eu te digo que nenhum deles sonhou na vida, e por mais que tenham sonhado, seus sonhos são como a palha que o vento leva. Nada mais terrível do que os matadores de sonhos.Freneticamente existem aqueles que se orgulham em ver a pobreza dos outros. Isso mesmo. Crianças chorando pelo pedaço de pão, magrinhas e desnutridas, ao meio de um falso paraíso de homens que farram, se prostituem, e gozam do melhor. Pessoas que tiram de seus bolsos seus milhões de dólares e compram bolsas milionárias, carros de luxo, casas de praia.

    Não sou contra a riqueza de ninguém, até acho justo que o homem desfrute de todo seu trabalho. Mais nesse ponto acontece a desgraça do mundo.Nem todos desfrutam de seus trabalhos. Há trabalhos esquecidos, outros desvalorizados. Correr com a bola não é trabalho, fabricar um cigarro que contaminará milhões de pessoas, não faz parte do trabalho.Industrias secas, que não se importam com a qualidade da mercadoria. Digo pra você que quando eu vejo um bolo diferente em uma vitrine, eu não tenho o menor interesse em participar daquele pedaço se antes eu não saber se aquele trabalho é honesto.Resumindo. Existe mesmo matança de sonhos.Todos os assassinatos de sonhos estão nas mão dos poderosos.Julgar que esse menino vive com fome, é fácil, quero ver passar fome como ele, e dizer que se vive totalmente feliz.Chamar os mendigos de vagabundos e ladrões é fácil, quero ver colocar o saco nas costas e ter a coragem de dizer que lá dentro existe uma riqueza. Matadores de sonhos, o recado é bastante simples.Se você não gostou desse artigo, cale-se para sempre, teus sonhos também te matarás. Não são os documentos, as escrituras, os contra-cheques, e toda sorte de aprovação humana que garante a felicidade de uma pessoa. Hipócritas... felicidade se vive, não se conquista pela parte burocrática. Mestres da burocracia, limitadores de pensamento.Nas minhas palavras eu ofereço um zero para todos vocês.Viva os pobres, viva os sonhos! Matadores sem vez, pessoas desclassificadas.No meu manual todos são miseráveis. Agora pega na mão do oprimido, passa o teu lenço na lágrima de fome da criança.Veste o teu terno num mendigo, coloca tua mão no saco de lixo... Não faz.Por que teu pano é de linho, teu terno é de grife, e teu coração é um lixo.

                                             ( Diário de um bipolar)

sábado, 3 de maio de 2014

A fama nem sempre vem do talento...

                                                          

    
     Por que existem tantas pessoas talentosas no anonimato, sem fama? Essa resposta eu darei dentro de poucos minutos. Como escritor, eu estive pesquisando maneiras de como obter sucesso com a minha carreira. Um escritor que não é conhecido pela mídia, quase sempre precisa fazer seu próprio marketing pessoal. Mandei alguns originais de minhas obras para algumas editoras, e obtive o silêncio como resposta. Então eu pensei.... O que me consagraria como escritor? Por que as pessoas comprariam meu livro? O que eu deveria fazer para ser aceito na sociedade dos editores? Eu tinha o poder da palavra e da escrita em minhas mãos, eu tinha obras magníficas para publicar, mais eu era apenas mais um na multidão. Um simples escritor desconhecido não pela letra, mais pelo marketing pessoal.
     
      O que levaria pessoas comuns, escritores como Paulo Coelho, entre outros a se tornarem conhecidos mundialmente apenas com algumas páginas de um livro? Eram apenas letras, e poucas palavras de uma história fascinante, um peregrino perdido nos castelos de um mundo imaginário, meninos que mergulhavam no mundo da magia, mundos como o de Lua nova, Crepúsculo, Amanhecer, bruxos e bruxas, feiticeiros e milhares de outros personagens imaginários perdidos em planetas diferente do nosso. História do papel, que também ganharam espaço na Televisão. Como essas palavras de um papel, e uma capa de um livro tinham tanto poder para consagrar um homem e o transformar numa pessoa tão conhecida? Então eu percebi que eles escrevem com a alma, que seus textos falam com o coração e sentimento dos apaixonados, outros elevam a mente dos adolescentes e eles mergulham de cabeça nesse mundo de palavras. Mais eles não comprariam o livro apenas por que a capa era bonita, o título era chamativo, ou por que pertenciam a Paulo Coelho, eles não compraram o nome do escritor, e sim suas ideias. No meio desse processo descobri que ser um escritor era uma coisa a parte, e ser conhecido era muito diferente. Alguém basta ir num programa de Televisão, dirrepente torna-se um famoso. Isso por que ele vai ser assistido por milhares de pessoas. Essa pessoa é igual a qualquer uma, com simples diferença de que ela apareceu na Televisão. Os meios da tecnologia de nossa era promovem ideias, promovem pessoas e produtos. Se não fosse esses meios de comunicação quem conheceria esses escritores? Ou melhor, quem seria Cláudia Leite, Luan Santana, estrelas que a televisão transforma dirrepente em suas propagandas. Sua imagem apareceu você foi gravado pelo público, então sua marca foi aceita. Isso graças a TV, os Jornais, os rádios, e não simplesmente por conta de seu talento musical, de sua literatura, de sua arte. Artista sem mídia, é marca desconhecida. Então o negócio da marca pegou.
         
      Pessoas se promovem todos os dias no facebook, nas redes sociais, empresas entram na dança, e as marcas começam a ficar na cabeça das pessoas. Petrobras, Vivo, Claro, e milhares de outras marcas vão ficando vivas graças a TV, as redes sociais, e os diversos meios de comunicação. O facebook entrou de vez, e o cara que criou sorriu com o sucesso. Compartilha de lá, curte de cá, comenta isso, e o negócio vai gerando receita para as grandes empresas, inclusive para o dono do facebook. Então eles entenderam que a propaganda é a alma do negócio, e os patrocinadores é quem bancam o funcionamento de seus programas. Quem seria o facebook sem seus patrocinadores? Até eu mesmo patrocinei uma campanha, e paguei com o meu cartão de crédito internacional... Eles estão faturando para divulgarem o meu nome, e todos que estão lendo isso, vão ver minha imagem. E por que eu pago para verem minha imagem? Por que ela pode ser valorizada, e transformada numa imagem de sucesso. Nesse momento posso não ser um escritor como Paulo Coelho, mais imagina que depois de algum tempo de trabalho e divulgação esse site ou blog torna-se num canal direto de fãs, então eu começo a receber convites para divulgar marcas. Você é capaz de acreditar em mim? Você é capaz de acreditar no meu potencial? Você acaba de ler meu texto, e acreditou no poder da minha palavra. Você concorda que eu sou um escritor? “Tudo que acreditamos ser, assim o somos, tudo que acreditamos não ser, assim não somos. Você é o que? Uma marca? Um produto? Uma pessoa? O que você acredita ser, eu também acredito que você é. Parabéns por acreditar em mim, e o seu presente é que eu também acredito em você.